Ópera dos Terreiros

Ópera ambientada no Recôncavo baiano, com história de amor e dimensão espiritual afro-baiana, apresentada como espetáculo lírico no Teatro Castro Alves.
11 de novTeatro Castro AlvesValores a partir de R$ 20Em breve
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Sobre o evento

Ópera dos terreiros volta a salvador em apresentação no teatro castro alves

Obra de Aldo Brizzi e Jorge Portugal, ambientada no Recôncavo Baiano do século XIX, chega ao TCA no dia 11 de novembro, no Mês da Consciência Negra

No dia 11 de novembro de 2026, às 20h, o Teatro Castro Alves (TCA) recebe Ópera dos Terreiros, criação do compositor e maestro Aldo Brizzi, que assina também o libreto em parceria com Jorge Portugal. A apresentação marca o retorno a Salvador de uma obra profundamente ligada à história, à cultura e
à espiritualidade afro-baiana.

Ambientada no Recôncavo Baiano, em 1840, a ópera conta, antes de tudo, uma história de amor impossível. Nzailu, um homem bantu, vive em um quilombo; Dara, uma mulher nagô, vive e trabalha na Casa Grande. Separados por dois mundos que coexistem no mesmo território, mas que a estrutura escravista torna inconciliáveis, os dois procuram realizar um amor atravessado pela violência da escravidão, pela resistência e pelo desejo de liberdade.

Como em um Romeu e Julieta afro-brasileiro, porém em contraponto com o mundo mágico de Shakespeare, a história dos dois amantes é acompanhada por um segundo plano, invisível e imaterial. Exu tece, sem ser visto pelos humanos, os fios de seus destinos, acompanhado por Oxum, Iansã e a Dona
do Tempo. O mundo histórico do Recôncavo escravista e o universo dos Orixás coexistem e interferem um no outro, conduzindo uma narrativa que parte de uma história íntima para falar da diáspora africana, da ancestralidade, da resistência e da formação do Brasil.

Grandes momentos de emoção ligam, assim, um passado ancestral às questões que atravessam a construção e o futuro do ser brasileiro.

Uma ópera transformada pela Bahia

A singularidade de Ópera dos Terreiros está também em sua construção musical. No lugar da orquestra sinfônica tradicional, a obra é sustentada por uma presença maciça da percussão afro-brasileira, associada à eletrônica e em diálogo permanente com as vozes líricas, o coro e a cena.

A cultura afro-baiana não aparece como citação ou elemento folclórico acrescentado a uma ópera de matriz europeia: apropria-se da própria linguagem operística e a transforma. A tradição lírica europeia encontra a experiência histórica, musical, corporal e espiritual afrodescendente da Bahia e, desse encontro, nasce uma forma particular de ópera brasileira contemporânea.

Da Bahia para o mundo

Desde sua estreia, em 2020, Ópera dos Terreiros construiu uma trajetória pouco comum para uma obra lírica contemporânea brasileira. Foi apresentada no Brasil e no exterior e teve registros audiovisuais realizados por duas televisões brasileiras e pela France Télévisions. A produção francesa foi exibida na França e posteriormente difundida internacionalmente pela TV5MONDE, alcançando públicos de diferentes continentes.

Em 2024, foi selecionada entre os doze espetáculos premiados no âmbito da Olimpíada Cultural de Paris, realizada no contexto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

No ano seguinte, a obra chegou a outro território raramente alcançado pela ópera: o Carnaval. Em 2025, tornou-se enredo de uma escola de samba e desfilou na Marquês de Sapucaí, levando ao Sambódromo seus personagens, temas e referências, com a participação do Núcleo de Ópera da Bahia no desfile.

A repercussão alcançou também a universidade: poucos anos depois de sua estreia, Ópera dos Terreiros já se tornou objeto de duas pesquisas acadêmicas, uma realizada na Europa e outra no Brasil, dedicadas às questões suscitadas pelo encontro entre ópera, cultura afrodescendente e experiência cultural baiana.

Em agosto de 2026, a obra atravessou novamente o Atlântico e chegou a Ouidah, no Benin, no contexto da Biennale Vodun Hwendo, aprofundando o diálogo entre a Bahia e a África Ocidental presente em sua própria origem.

O retorno ao Teatro Castro Alves, no Mês da Consciência Negra, ganha assim um significado especial: uma obra criada na Bahia, sobre a Bahia e a partir de suas matrizes afrodescendentes retorna ao seu território depois de uma trajetória que atravessou palcos, televisão, universidade, Carnaval, Europa e África.

A produção é realizada pelo Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), que desenvolve em Salvador um trabalho continuado de renovação da linguagem lírica, reunindo artistas baianos e promovendo uma forte presença de artistas negros em todas as dimensões da criação operística.

Atenção:

Mesmo com as mudanças realizadas no acesso ao Complexo do TCA por conta das obras de reforma do espaço, Pessoas com Deficiência (PCDs) e pessoas com baixa mobilidade continuam com direito ao serviço de acessibilidade. Um veículo adaptado disponível na entrada do Campo Grande - acesso que atualmente está fechado para o público geral - realiza o transporte deste público até a arquibancada da Concha Acústica e/ou entrada da Sala do Coro. Além do veículo, rampas, plataformas elevadas e outras medidas já adotadas garantem o conforto e a acessibilidade de PCDs e mobilidade reduzida ao Complexo do Teatro Castro Alves.

Agora você conta com estacionamento gratuito para curtir os espetáculos na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA).

São 550 vagas para carros e 30 para moto no estacionamento da Ferreira Costa (Barris), a poucos metros da Concha. Para utilizar, basta apresentar seu ingresso na entrada do estacionamento. O serviço é gratuito e as vagas estão sujeitas à lotação. É importante você guardar o seu ingresso mesmo após o show, para apresentá-lo no momento da retirada do veículo no estacionamento.

Regras de ocupação:

A Concha Acústica é um espaço de uso livre, sem lugares marcados, permitindo circulação e permanência em pé ou sentado, desde que respeitadas as rotas de fuga e orientações da equipe. Os portões abrem 2h antes do início dos shows.

Não é permitida a entrada com:

* Armas de qualquer tipo ou espécie (armas de fogo, facas, canivetes, tesouras, lâminas, objetos cortantes ou perfurantes);
* Substâncias químicas, corrosivas, inflamáveis ou tóxicas;
* Fogos de artifício, fogos de estampido ou similares;
* Garrafas…

Descrição abreviada pelo Rapana.Leia o conteúdo completo no site oficial

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