08/10 - 11/1020hBaixa SociedadeSucesso de Juca de Oliveira ganha nova montagem com Luiz Fernando Guimarães. "Baixa Sociedade" chega a Salvador de 8 a 11 de outubro no Teatro Faresi (Ondina). Dirigida por Pedro Neschling, a peça traz também Isabella Santoni, Paulo Mathias Jr. e Bruna Trindade no elenco. Ingressos à venda no Sympla.O Motociclista do Globo da Morte
Sobre o evento
O MOTOCICLISTA DO GLOBO DA MORTE, com Eduardo Moscovis
EDUARDO MOSCOVIS EM “O MOTOCICLISTA NO GLOBO DA MORTE” Com texto de Leonardo Netto e direção de Rodrigo Portella, Eduardo Moscovis expõe a violência humana em monólogo inédito.
“O motociclista no globo da morte”, do dramaturgo, diretor e ator Leonardo Netto marca a primeira parceria de Eduardo Moscovis com o diretor Rodrigo Portella, é o quinto espetáculo produzido pelo ator e lhe rendeu, no último mês de março, o Prêmio Shell de Melhor Ator — o mais tradicional reconhecimento das artes cênicas no país e o primeiro de sua carreira. Para além do prêmio recebido o espetáculo obteve duas indicações ao Prêmio Shell, Melhor Dramaturgia para Leonardo Netto e Melhor Iluminação para Ana Luzia de Simoni. O espetáculo conta também com duas indicações ao Prêmio APTR, Melhor Ator em Papel Protagonista para Eduardo Moscovis e Melhor Dramaturgia para Leonardo Netto. Ao contar uma história que, em tese, poderia acontecer com qualquer um, o espetáculo provoca ao diluir as fronteiras entre vítima e algoz, civilizado e selvagem.
“O que mais me cativou no texto foi perceber que o protagonista é um homem que tem uma vida correta, pacífica, com quem eu facilmente me identificaria, mas que, assim como seu antagonista — um homem vil em todos os aspectos —, pode se igualar a ele ao cometer um ato de extrema violência”, conta Eduardo Moscovis, que encena seu segundo monólogo — o primeiro foi “O Livro” (2011), de Newton Moreno, com direção de Christiane Jatahy. “Mesmo com a ausência da contracenação, que é um dos grandes desafios do monólogo, fui arrebatado pelo texto do Leo, e o processo tem sido muito prazeroso”, completa. A obscura gênese da violência — seja ela inerente à natureza humana e, portanto, incontornável, ou fruto das relações sociais — é a principal premissa do monólogo. Depois de assistir inadvertidamente, em uma rede social, a um vídeo de extrema violência, Leonardo Netto passou a se questionar sobre o que leva alguém a cometer um ato violento — e também a filmá-lo, publicá-lo e consumi-lo.
Outras questões emergiram, como o fascínio e a idolatria por assassinos, psicopatas e serial killers ao longo da história. “A espetacularização, a romantização e a banalização da violência, potencializadas pela multiplicação de câmeras e pela internet, talvez nos tornem mais insensíveis a ela”, reflete o autor. O incômodo persistiu até que decidiu escrever a peça, como forma de elaborar essa experiência. “Foi perturbador assistir, e escrever também foi difícil. Muitas vezes precisei parar”, revela. Durante o processo, passou a imaginar Eduardo Moscovis — com quem dividiu o palco em “Corte Seco” (2010) — como protagonista.
“O título surgiu como uma metáfora da iminência do desastre. Assim como no globo da morte, vivemos tentando nos desviar da catástrofe o tempo inteiro”. Em sua primeira parceria com Rodrigo Portella, Moscovis destaca: “Ele é um diretor-criador, que pensa a cena e o teatro de forma muito genuína e potente”. Para construir a dramaturgia e o espaço cênico, Portella opta por uma encenação minimalista. “O espetáculo acontece na cabeça do espectador. Qualquer elemento concreto seria uma distração.
O personagem constrói um discurso que se aproxima da literatura, convocando o público a imaginar. Temos, assim, uma relação íntima e direta entre ator e espectador, do início ao fim”, afirma o diretor. “A ideia é enfatizar o caráter comum desse acontecimento, que poderia acontecer com qualquer um de nós. Um evento extraordinário em um lugar ordinário, executado por um homem ordinário.” Nesse sentido, trilha sonora (André Muato), figurino (Gabriella Marra) e iluminação (Ana Luzia de Simoni) reforçam essa abordagem. Portella identifica ainda uma camada político-social: “Sem nomear lados, o espetáculo evidencia a polarização ideológica em que a sociedade brasileira está imersa”.
Ficha técnica
Eduardo Moscovis em “O motociclista no globo da morte”
Texto: Leonardo Netto
Direção: Rodrigo Portella
Assistência de direção: Milla Fernandez
Trilha musical: André Muato
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Figurino: Gabriella Marra
Estudos visuais em IA: Zezinho Mancini
Produção executiva: João Eizô Y Saboya
Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela
Produção geral: Eduardo Moscovis e Sérgio Saboya
Produção local: Marlucia Sie Produções
SERVIÇO
Local: TEATRO FARESI
Dias: 28 E 29 DE NOVEMBRO DE 2026
Horários: Sábados e Domingos às 20H00
Classificação indicativa: 14 anos
- (Descrição gráfica de violência)
- Contém cenas que podem despertar gatilhos emocionais;
VALORES:
PLATEIA: R$ 180,00 E R$ 90,00
Preço popular: r$ 50,00 e r$ 25,00 (10%) da lotação
Vendas: Sympla e Bilheteria do Teatro Faresi
Funcionamento da bilheteria:
- Na internet (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/
- Na Bilheteria física do teatro: Aberta duas (02) horas antes de qualquer espetáculo até o início da apresentação.
- Na Pós-Graduação da Faresi (no mesmo prédio do Teatro): De segunda a sexta das 09:00 h à 16:00 h.
- Formas de Pagamentos aceitas na bilheteria: Aceitamos todos os cartões de crédito, débito e dinheiro. Não aceitamos cheques.
Benefícios da meia-entrada
De acordo com o Decreto Federal 8.537/15, Lei Federal 12.852 (Estatuto da Juventude), 12.933 de 2013, Lei Federal 10.741/03 (Estatuto da Pessoa Idosa) e Medida Cautelar Provisória concedida pelo STF em 29/12/2015, temos:
- O direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para o evento, exceto na MEIA ENTRADA IDOSO.
- A comprovação do benefício de meia-entrada é obrigatória para aqueles que gozam deste direito, através de documentos específicos, regulamentados e insubstituíveis.
- A comprovação deverá ser feita no momento de entrada no dia do evento.
Confira a lista de pessoas contempladas e documentos comprobatórios válidos. Não são aceitos outros documentos além dos listados abaixo.
Tipo de ingresso: Meia entrada idoso
IDOSOS, pessoas acima de 60 anos (Lei Federal 10.741/03 e Decreto…
Descrição abreviada pelo Rapana.Leia o conteúdo completo no site oficial
Local do evento
Teatro FaresiTeatro · OndinaVer local →Outros neste local
08/10 - 11/1020hBaixa SociedadeSucesso de Juca de Oliveira ganha nova montagem com Luiz Fernando Guimarães. "Baixa Sociedade" chega a Salvador de 8 a 11 de outubro no Teatro Faresi (Ondina). Dirigida por Pedro Neschling, a peça traz também Isabella Santoni, Paulo Mathias Jr. e Bruna Trindade no elenco. Ingressos à venda no Sympla.
17/1015h30Dino CaninaUm espetáculo infantil com a Patrulha Canina enfrentando desafios ao lado de um dinossauro misterioso, com música, humor e interação com o público.
17/10 - 18/1019hVendedor de Sonhos"O Vendedor de Sonhos", adaptação do best-seller de Augusto Cury, no Teatro Faresi, Salvador, dias 17 e 18 de outubro. Com Mateus Carrieri, Milton Levy e elenco. Classificação 10 anos. Duração 75 min.

