Piracema e Parabelo - Grupo Corpo Companhia de Dança

Espetáculo de dança do Grupo Corpo com as obras Piracema e Parabelo no Teatro Castro Alves.
28 de out - 29 de outTeatro Castro AlvesValores a partir de R$ 25Em breve
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Sobre o evento

Ministério da cultura e petrobras

apresentam

Piracema e parabelo

O Grupo Corpo traz ao Teatro Castro Alves, nos dias 28 e 29 de outubro, duas obras marcantes do seu repertório: Piracema, que comemorou os 50 anos de atividades da companhia em 2025, e Parabelo, de 1997, definida pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras como a “mais brasileira e regional” de suas criações.

A imagem dos peixes que vencem a correnteza para alcançar as nascentes dá sentido a Piracema. O movimento de avançar contra obstáculos e recomeçar o ciclo da vida serviu de metáfora para a trajetória da companhia. Com coreografia de Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches, a obra marcou também a chegada de Cassi à função de coreógrafa residente, ao lado de Rodrigo. A música original é de Clarice Assad, primeira mulher a compor uma trilha para o Grupo Corpo.

Completando o programa, Parabelo leva ao palco uma paisagem musical ligada ao sertão. Na trilha de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik, cantos de trabalho e devoção convivem com o baião e contrapontos rítmicos, matéria que ganha no corpo jogo de cintura e forte marcação dos pés.

O Grupo Corpo é apresentado pela Petrobras e conta com o patrocínio da Vivo, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

PIRACEMA

(Estreia: 2025)

Coreografia: Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches

Música: Clarice Assad

Cenografia: Paulo Pederneiras f

Igurino: Susana Bastos e Marcelo Alvarenga iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

(Duração: 37 minutos)

Do Tupi: “pira” = peixe; “cema” = subir. Arribação de peixes em grandes cardumes.

O nome designa o movimento migratório dos peixes em direção às nascentes dos rios para a reprodução. Essa travessia, feita contra a corrente, foi escolhida como imagem para o cinquentenário da companhia, associando permanência e transformação, continuidade e recomeço.

A obra nasceu de uma proposta do diretor artístico Paulo Pederneiras: dividir os 22 bailarinos em dois grupos de 11 e entregar a Rodrigo e Cassi a tarefa de criar, separadamente, um balé inteiro. Durante o processo, um não acompanhava o trabalho do outro. “Não podíamos nem circular na área em que o outro grupo estava ensaiando”, conta Cassi.

Foi somente dois meses antes da estreia que os grupos assistiram ao trabalho um do outro e os coreógrafos começaram a reunir as duas concepções. “Nesse momento, foi uma emoção, choro, alegria”, lembra Paulo. Para Rodrigo, a combinação produziu “uma terceira via”: “Nossas visões têm características próprias, claro, sou mais intimista na movimentação, Cassi é mais explosiva e aberta”.

A composição de Clarice Assad se organiza em três grandes movimentos. Parte do tribal e de um ambiente natural intocado, passa pela polifonia sinfônica e chega ao eletrônico, urbano e contemporâneo. A compositora trabalhou com o percussionista Keita Ogawa e a New Century Chamber Orchestra, de São Francisco, além de participações especiais, entre elas a de seu pai, o violonista e compositor Sérgio Assad. A própria Clarice participa com harmonias vocais e incorporou, na terceira parte, ruídos e sons criados por inteligência artificial.

“Foi um quebra-cabeças que o Corpo e eu montamos lado a lado, criando um panorama de evolução, mudança e revolução do mundo”, diz Clarice. Para ela, permanece a pergunta sobre o destino desse percurso: “Ainda não sabemos se caminhamos para uma utopia ou uma distopia. Mas o poder regenerativo da arte é real”.

Para a cenografia, Paulo Pederneiras recobriu o fundo e as laterais do palco com 82.320 mil tampas de latas de sardinha montadas sobre uma rede. Sob a luz, a superfície metálica remete às escamas e aos cardumes. Paulo assina também a iluminação ao lado de Gabriel Pederneiras.

Os figurinos são de Susana Bastos e Marcelo Alvarenga, da Alva, em sua primeira criação para dança. A dupla trabalhou a partir das ideias de natureza e tecnologia, ora em conflito, ora em harmonia. A cartela começa com cores terrosas e avança para tons frios, tecidos leves e transparentes, até chegar ao predomínio do prata nas cenas finais. As malhas recebem intervenções sutis nos cortes e volumes nos quadris e ombros, tornando menos definidas as figuras masculinas e femininas.

PARABELO

(Estreia: 1997)

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik

Cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras

Figurino: Freusa Zechmeister

Iluminação: Paulo Pederneiras

(Duração: 42 minutos)

Sertanejo e contemporâneo, Parabelo estreou em 1997 com coreografia de Rodrigo Pederneiras e música de Tom Zé e José Miguel Wisnik. A trilha reúne cantos de trabalho e devoção, baião cadenciado e diferentes construções rítmicas. Rodrigo responde a esse universo sonoro com uma escrita coreográfica marcada pela mobilidade do tronco, pelo jogo de cintura e pela marcação dos pés.

A obra nasceu de um mergulho em referências do interior do Brasil, mas sem transformar essas referências em representação literal. Música, movimento, cenário e figurino constroem uma paisagem própria, em que elementos regionais são reelaborados pela linguagem da companhia. A cenografia de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras traz dois painéis de 15 por 8 metros com imagens de ex-votos de igrejas interioranas. Nos figurinos de Freusa Zechmeister, as malhas coloridas aparecem, na primeira parte, cobertas por um tule negro, com exceção das sapatilhas. Na parte final, o tule desaparece e as cores se revelam. A iluminação é de Paulo Pederneiras.

Concebidas em momentos distintos da trajetória do Grupo Corpo, Parabelo e Piracema mostram duas maneiras de transformar referências brasileiras em dança. Entre uma obra e outra estão quase três décadas de criação, atravessadas por uma linguagem coreográfica que permanece em movimento.

Concebidas em momentos distintos da trajetória do Grupo Corpo, Parabelo e Piracema mostram duas maneiras de transformar referências brasileiras em dança. Entre uma obra e outra estão quase três décadas de criação, atravessadas por uma linguagem coreográfica que permanece em movimento.

Atenção:

Mesmo com as mudanças realizadas no…

Descrição abreviada pelo Rapana.Leia o conteúdo completo no site oficial

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