Divina Comédia Humana: Uma noite para reencontrar Belchior na Varanda do Sesi

Uma noite de tributo musical ao Belchior, com artistas interpretando canções e celebrando a permanência da obra do compositor em um espetáculo na Varanda do SESI.
29 de outTeatro SESI Rio VermelhoEm breve
Site oficial

Sobre o evento

OBS:favor entrar em contato pelo WhatsApp para reserva da mesa: (71) 991609140

- As mesas são compartilhadas.

Divina Comédia Humana: Uma noite para reencontrar Belchior na Varanda do Sesi

Uma noite para os que ainda acreditam que o novo sempre vem.

E se Belchior estivesse por aqui, completaria 80 anos no dia 26 de outubro de 2026. Talvez ainda estivesse por aí, com seu jeito inquieto, a barba por fazer, a palavra afiada e aquela mania bonita de transformar as contradições do mundo em música.

Para celebrar esse aniversário imaginário — e, sobretudo, a permanência de sua obra — a Varanda do SESI Rio Vermelho recebe, no dia 29 de outubro, quinta-feira, a partir das 21h30, o espetáculo Divina Comédia Humana – Belchior | 80 anos.

Em cena, Roberto’ Pa'tin̈o, Marcia Régia, Luciano Dagata e Tito Bahiense se encontram para uma noite de tributo ao compositor cearense que fez da canção um território de poesia, inquietação, amor, juventude e crítica social.

Belchior nunca foi apenas um cantor. Foi cronista de uma geração, filósofo de esquina, poeta das estradas e um rapaz latino-americano que aprendeu a cantar as urgências de seu tempo — e que, décadas depois, continua conversando com o nosso.

Sua obra atravessa gerações porque fala de coisas que não envelhecem: a vontade de mudar de vida, os amores que ficaram pelo caminho, a juventude que insiste em não morrer, a solidão das grandes cidades, os sonhos interrompidos, a política, a esperança e essa nossa estranha condição de sermos todos personagens de uma grande “divina comédia humana”.

Na Varanda do SESI, as canções de Belchior ganham novas vozes, encontros e possibilidades. Uma noite para cantar junto, lembrar, descobrir e redescobrir versos que parecem ter sido escritos ontem.

Porque talvez seja esse o grande mistério de Belchior: o tempo passa, mas suas canções continuam chegando antes da gente.

E quando os primeiros acordes surgirem, pode ser que você se reconheça naquele velho conhecido.

O rapaz latino-americano.

O sujeito que ainda tem medo.

O coração selvagem.

O viajante.

O sonhador.

Ou simplesmente alguém que, como Belchior, continua tentando compreender essa divina comédia que é viver.

Outros eventos ativos em Salvador