Missing Names + Cavalas | Mostra Artística da 16ª Jornada de Dança da Bahia

Mostra artística da Jornada de Dança da Bahia com apresentações de dança contemporânea, incluindo um solo minimalista e um duo inspirado em mitologias populares.
19 de novEspaço Xisto BahiaGratuitoEm breve
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Sobre o evento

Missing Names + Cavalas | Mostra Artística

A noite de estreia da mostra artística da 16ª Jornada de Dança da Bahia reúne dois trabalhos de dança contemporânea. Um é um solo de Santa Catarina que propõe desacelerar o olhar. O outro é um duo baiano que transita entre o mítico, o simbólico e o físico.

Missing Names – Vitor Hamamoto (SC)
O que permanece quando os nomes desaparecem? Quais símbolos realmente nos constituem e quais apenas atravessam nossa existência? Essas perguntas impulsionam Missing Names, primeiro solo de Vitor Hamamoto. Inspirado pelas reflexões do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, o espetáculo percorre estados de vazio, memória e transformação. Forças invisíveis como a gravidade, o tempo, as lembranças e a vulnerabilidade atravessam o corpo sem precisar ser explicadas. Com estética minimalista e intensa, a obra torna a lentidão, o silêncio e a disponibilidade elementos dramatúrgicos.

Vitor Hamamoto é natural de Brasília e vive em Florianópolis. É artista autodidata, coreógrafo, pesquisador de movimento e integrante do Grupo Cena 11. Apresentou-se no Holland Festival, em Amsterdã, em 2024, com eu não sou só eu em mim, e em 2025, com Missing Names.

Ficha técnica: concepção, direção, interpretação e trilha sonora de Vitor Hamamoto. Figurino de Dod Alfaiataria.

Cavalas – Alana Falcão e Ana Brandão (BA)
Uma brincadeira de meninas furiosas que querem inventar-se a si mesmas, e cujo resultado pode ser um assombroso espelhamento: assim é Cavalas. A obra se baseia em trabalhos do artista visual Tunga e nas mitologias populares brasileiras, repletas de mulheres transformadas em bestas. As duas dançarinas alternam entre as posições de humano e de cavala, num jogo entre identificação, competição, semelhança e diferença. “Fomos adentrando em histórias de um feminismo que flerta com o gênero do terror, em encontros entre macabros e encantadores”, conta Ana Brandão.

Alana Falcão é artista do corpo, professora e crítica, mestre em Dança pela UFBA e codiretora do Nii/Colaboratório. Ana Brandão (SP/BA) é artista da dança contemporânea e mestre em Dança pela UFBA. Com Cavalas, a dupla circulou por oito estados e recebeu os prêmios Circulação Klauss Vianna de Dança – Funarte (2025) e Sesc Pulsar – RJ (2026).

Ficha técnica: concepção, direção e dança de Alana Falcão e Ana Brandão. Dramaturgismo de Lais Machado. Iluminação de Diego Gonçalves. Trilha sonora original de Paulo Roberto Pitta. Cenografia de Bernardo Oliveira. Figurino de Marlan Cotrim. Produção de Água de Levante.

Classificação indicativa:Cavalas é para maiores de 10 anos.
Duração:Cavalas tem 45 minutos.

Sobre a Jornada
Realizada desde 2005 pelo Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea, a Jornada de Dança da Bahia é um dos principais espaços de formação, criação e intercâmbio da dança no estado. Com o tema “Revelando Movimentos”, a 16ª edição acontece de 18 a 22 de novembro, com programação gratuita em seis espaços de Salvador.

Acessibilidade
Intérprete de Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica.

Ingressos
Gratuitos e limitados à lotação da sala.

A 16ª Jornada de Dança da Bahia tem patrocínio da Brasil PCH Santa Fé, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e conta com apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura e da Secretaria da Fazenda. Apoio institucional: Escola de Dança da UFBA, Espaço Xisto Bahia, Casa Rosa, Museu de Arte da Bahia e Isadora Duncan Dance Foundation. Realização: Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea e Ministério da Cultura, Governo Federal.

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